~Lauren Isadriel

História do Personagem (versão da jogadora)

Era uma vez…

(Nossa! É com começos assim que você descobre que vai querer ler até o fim das 15 páginas).

A história de Lauren começa no ‘fim’ de outra. O fim da carreira de aventureiro de Falmyr, um elfo Ranger, aventureiro daqueles velhos e bons tempos onde Prestige Class não existia; E Leonor, uma humana Clériga, aventureira daqueles velhos e bons tempos quando não custava 25 PO pra se abençoar um copo de água.

Essa vida de campanhas todo mundo conhece, acontece um monte de coisa, as pessoas, ou não, vão ficando mais fortes, sábias, poderosas e às vezes até ricas.

Aí o ‘grupo’ resolve que já está bom, já mataram gente o suficiente, já salvaram uma boa parcela do mundo do juízo final, já destruíram com o plano de dominação de um monte de gênios do mal, já decoraram todas as raças de monstros, e não querem virar deuses, porque viver pra sempre é meio ruim…, você fica meio sem perspectiva de vida sabe?!

Pra um ranger elfo está muito bom, parou de ser chamado de Fada ou Borboleta, quando resolveu se casar com a clériga do grupo. E para a clériga também estava muito bom, não ser mais o pote de cura ambulante de um bando de marmanjos, e poder sossegar em casa ao lado de um marido que não vai envelhecer (Valeu Tymora! :D)

Transcendendo as barreiras dos tempos, alguns anos depois quando o mundo ficou mais mágico e diversificado, nasceu Lauren. Para dar mais vida ao marasmo que se segue após os primeiros anos de aposentadoria das andanças pelas terras de Faerun.

Estava tudo preparado para que a família seguisse uma vida feliz e comum. Em meio a um pequeno povoado de humanos tranqüilos e pacíficos, lá pelas bandas de Waterdeep. Nem perto, nem tão longe da vida da grande cidade. Para ver seus filhos crescerem em paz longe de qualquer problema…

O sonho de fim de carreira…

No entanto, você que pensa em se aposentar dessa vida de herói lembre-se:

“Antes de derrotar aquele arquiinimigo do fim das suas aventuras, dê um jeito para que o Bardo do grupo seja lembrado como o valente herói que se sacrificou pelo Bem; assim quando você tiver a sua família, ele não voltará para lhe visitar e contar para seus filhos o que você andou fazendo da sua vida pra conseguir a sua fazenda, estalagem, loja de armas…, ou como você construiu aquela torre enorme que para subir os andares basta sair por uma porta mágica e aparecer no andar de cima, enfim… alguns aventureiros devem ficar nas nossas lembranças e corações, mas só isso. Se estiverem mortos ou bem longe, você pode evitar muita dor de cabeça no futuro”. Falmyr Isadriel – ex-mercenário, “Dragões, masmorras e aposentadoria. A progressão da sua vida!” – P. 22

Nem desconfiamos como Lauren ficou sabendo coisas demais sobre como é viver viajando por aí, descobrindo outros lugares, conhecendo pessoas, se metendo em encrenca e tentando sair delas. Nem como isso veio colocar na cabeça da pequena meio elfa que entrar num buraco, enfrentar bichos estranhos e ganhar conhecimentos além das cercas de um pomar seria algo magnífico.

Sabemos apenas que o fato de ser a única ‘criança’ a não ter medo de escuro, que pulava de uma arvore a outra como se fosse um animalzinho e sempre ser a ultima a ser encontrada numa brincadeira comum de pique-esconde, ajudou a lapidar algumas vontades.

Mas mesmo com esse desejo latente, ainda não havia um motivo bom o bastante pra essa ‘criança’ resolver sair por aí, se autodenominando aventureira.

Anos se passaram, quase 3 décadas na verdade, até que algo deixasse uma brecha na vida pacata dessa filha de camponeses atípicos.

Não era difícil para a garota notar que havia uma pequena diferença entre a família de Falmyr, e entre os humanos que viviam na ‘fazenda’, assim como a família de Leonor. Seu pai cuidou de lhe ensinar muito sobre os elfos, a sua língua, alguns pontos principais da sua cultura e história. Mas nas poucas vezes que encontrou outros elfos, Lauren não se sentiu bem, havia algo estranho no modo como se dirigiam a ela e sua mãe. Mas parente chato todo mundo tem, e até aí tudo bem.

O fato é que um dia alguém abriu a boca, e disse coisa que não devia. Lauren aprendeu a fazer contas, e desconfiou que a idade entre seus pais não era normal, não era nem aceitável. Aliás, não era justo!

Se um elfo vive X anos, e um humano vive Y. Sendo X =~ 4Y.
Então…, multiplica…, soma…, divide…, elevado a…, sobe 1…, ahm…
X …, =…

É, alguma coisa não ia bem.

Semanas tensas se passaram dali em diante. Os pensamentos de que para cada um deles a vida transcorreria em tempos diferentes, não era legal. E para ela então? Antes de chegar a maior idade a sua mãe já estaria de bengala, se ainda estivesse em condições de estar em pé, se ainda estivesse ali…

Lauren então decide que não vai ficar em casa pra ver a vida da sua família se esvair, e esperar que seu pai, assim que sua mãe já não estivesse mais ali, a carregasse pra algum lugar onde haviam mais elfos, que por acaso a tratavam como aquele presente feio que você ganha de um parente que vem visitar com freqüência e você muito educado não tem coragem de dizer que acha horrível e que quer tirar da estante.

No meio de uma noite qualquer ela vai embora. E consegue chegar até a cidade ainda viva e inteira. Milagre! \o/

Sendo seus pais quem eram, e sabendo que nenhum deles era idiota, Lauren sabia que não conseguiria sair de casa assim tão fácil. Com certeza alguém viria atrás dela a mando deles, ou talvez os próprios o fizessem.

Assim que chegou à Cidade dos Esplendores, a garota pôs em prática o que havia planejado no caminho, tentando evitar que sua ‘fuga’ fosse frustrada, passou um bom tempo se escondendo de qualquer suspeito que poderia ser algum ‘amigo’ de seus pais, ou seja, todo mundo.
(E vocês achando que a paranóia era efeito colateral das brumas)

Observar um iniciante tentando se esconder deve ser no mínimo interessante para alguém que já está no ‘ramo’ há algum tempo.

Apesar dos erros críticos e testes com resultados negativos, as intenções da mocinha eram boas, se via algum talento por ali. Aliás, bem talentosa ela por sinal.

(Bom, agora fazemos o seguinte: vocês fingem que acreditam que foram bem os talentos dela que a fizeram receber um convite pra guilda, e eu finjo que convenço com essa história, ok?!)

Passando algum tempo, Lauren é contatada por alguém que parece querer ajudá-la. A pessoa se apresenta com um nome estranho, e passa a chamar a ladina de algo mais incomum ainda. Ele diz ter planos muito bons e que alguém como ela se encaixaria neles.

Mas a cena é mais ou menos o seguinte:

>Bill Sikes (Mr. Nore Flected) – Bluff roll 19 + 7 = 26
>Lauren Isadriel – Sense Motive roll 1 + 1 = Critical |Failed|
>Lauren Isadriel = Charmed
>Lauren Isadriel (Ms. Potty) = Join Party

Ele estava convidando pessoas para investir numa carreira de curto prazo, com retorno imediato. Com plano de saúde garantido por aquele homem de capa escura e cabelos grisalhos sentado na outra mesa. Mas não ligue para a cara de Lobisomem dele ainda, você ganha como brinde aqueles outros seres horripilantes que seguindo parecem ser um ogro que come animais vivos, um assassino psicótico e um feiticeiro arrogante. Mas não os julgue pela aparência, eles são muito bons no que fazem, é esta vida de viagens e lutas que os deixam meio abatidos.

Ok, porque é conveniente e para não dizer que todo mundo não prestava até que o ladino com ‘Skill Focus: Bluff’, era meio bom.

Bom ele era meio neutro…

Meio neutro meio ruim…, mas ainda tinha salvação!!!

As intenções dele não eram matar a ladra pelo menos…

Prosseguindo com o período de adaptação, o treinamento das artes ladinas, as pesquisas históricas que a deixaram um tanto fascinada, o aprendizado das técnicas necessárias pra ignorar as presenças malignas pra conseguir dormir a noite, e a caracterização das suas habilidades, Lauren se julgava pronta pra uma primeira missão de verdade.

Então correu a notícia de que havia um lugar muito bom pra se investir, umas ruínas abandonadas e ‘amaldiçoadas’ a alguns quilômetros de Waterdeep. Essa história de maldição, na maioria das vezes é só uma história para manter arrombadores longe, e foi nisso que o grupo apostou. O fato de que a lenda contava que ninguém que se arriscou a entrar nas ruínas retornou, não os amedrontou. Só por que meia dúzia de incompetentes não conseguiu pular algumas armadilhas, não quer dizer que o lugar seja tão perigoso, não é?!
(Acho que se o Hagen estivesse na mesa, ia soltar um “Ou morreram” agora ..)

Lauren então foi com seus colaboradores atrás do ganha pão. Afinal ficar na cidade se fazendo de aventureira requer alguma grana de vez em quando…

O que aconteceu lá dentro foi o esperado, parece que realmente as histórias eram bobagens.

É certo que não foi fácil como entrar numa casa de cegos surdos mudos e mancos, mas os obstáculos foram transpostos afinal, e aquela sala no fim do corredor, aquela com uma porta bonita e diferente, ali onde o mapa acaba, estava pronta para ser aberta…

Então…

Loooooot !!! \o/

O motivo da existência do RPG,… er.. não..

Uma pilha de ouro!!! Um monte de coisas caras!!
E um monte de esqueletos pelo chão….

“Ei, olhe aquela que engraçada, parece que a caveira ta enfiando a espada nas costelas daquela outra! Ha ha ha ha. Quem será que…”

O que veio a seguir foi insanidade total…

No começo até pareceu meio normal, afinal colocar um monte de tesouros na frente de um bando de ladrões é igual aguardar o desembarque no tubo do Inter 2.
Mas como tudo ocorreu foi estranho, alguns passos na direção do tesouro, e cada um deles foi tomado por outro desejo.

Havia um pedestal no fim da sala, posto em cima dele, mirando a porta, estava um crânio, cravejado de pedras preciosas.

A medida que cada um avançava em direção da peça, ou que percebiam a sua existencia, nada mais passava por suas mentes além de que haviam pessoas demais naquela sala…

E uma coisa tão preciosa, tão magnifica… tão.. desejável… como aquela só poderia ter um dono…

Cada um vez o que pode. Magias que ainda estavam em suas mentes, adagas que haviam sobrado, sombras o suficiente pra se esconder. Deve ter sido até bonito, ver as perícias de combate de cinco ladrões tentando sobreviver por último.

O resumo disso tudo é que sobrou muito sangue pra cobrir as moedas. Lauren teve um pingo de bom senso e se escondeu. Esperou todo mundo se matar primeiro. Assim quando o ultimo deles sobrou, já esgotado e ferido ela foi buscar o seu prêmio.

Até onde se lembra havia uma lança em suas mãos, e a outra ponta se encaixou no corpo do Clérigo de Malar. Agora sim o crânio era só seu.

Pobre semi elfa meio humana, só porque tinha 17 de inteligência na ficha achou que era muito esperta…

Assim que Dr. Harvard caiu aos seus pés, e suas mãos se prepararam pra tocar objeto da cobiça de todos que já estiveram ali …
(ou permaneciam ali já que.., os corpos e tal..humm.. de qualquer forma…)

Alguém teve mais paciência do que a novata, e quando Lauren achou que ia ser feliz, alguém se esgueirou por trás dela e a nocauteou. A última coisa que viu ainda em Toril foi o chão de uma tumba em ruínas, e trouxe consigo a lembrança de que todos que estavam lá, naquele momento, deveriam estar mortos.

Exceto talvez por aquele que conseguiu atingi-la, que também poderia ser o responsável por tê-la arrastado para um lugar totalmente desconhecido e muito estranho, chamado Terra das Brumas.

PS: Bill Sikes é um Arrombador/Assassino muito maaaaall! Eu tinha que usar o nome um dia…

  1. Guido
    28 / agosto / 2008 às 5:37 pm

    Falmyr Isadriel é um cara bem esperto. Quero ser esse cara.

  2. 28 / agosto / 2008 às 7:54 pm

    Só se você for doppleganger..

  3. Guido
    29 / agosto / 2008 às 11:23 pm

    Legal. Huahuahuahauahuahuahuah…

  4. 31 / agosto / 2008 às 7:08 am

    Tipo…, e nem precisa matar ele pq o Hyde já fez isso..! xD

  1. 15 / janeiro / 2010 às 7:42 pm

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