Despertar do Medo é uma campanha de RPG ambientada em Ravenloft. Para aqueles que não conhecem, RPG é um jogo cooperativo de representação de papéis, onde os jogadores criam e interpretam personagens em uma história criada pelo mestre de jogo, ou narrador (este que vos fala). Como jogo cooperativo, ninguém perde e ninguém ganha… ou melhor, todos ganham ao participar, evoluir seus personagens e atingir seus objetivos. Mas, mais do que atingir a vitória através de objetivos ou evoluir personagens (por mais que alguns de meus jogadores discordem), Despertar do Medo trata-se de diversão e de contar uma história. Uma campanha é, deste modo, um arco de histórias, contando com os mesmos personagens, ou ao menos, personagens em comum. No caso de Despertar do Medo, histórias passadas num local chamado “Ravenloft”. – [Igor]

Ora Ms. Potty, você não pode ver o porquê?

31 / outubro / 2009 Deixe um comentário

Tá, eu tive uma ligeira compulsão e terminei…

Mr. Hyde – The Barbarian/Rogue/Fighter/Mago/Ninja/ epic multiclass a lot…

Mr. Hyde e o crãneo do Demi-Lich

Mr. Hyde e o crâneo do Demi-Lich

Vários motivos para sorrir… =D

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Bizarrices aleatórias

31 / outubro / 2009 Deixe um comentário

Hoje eu, num momento de rara “inocupância”, resolvi voltar a fazer as montagens “photoshopisticas” que retratam personagens. Como já é tarde e eu não terminei ainda, vou guardar aqui o que vai ser o portrait de Mr. Hyde pelos próximos séculos até que outro momento raro deste apareça para eu terminá-lo.

Mr. Hyde, o amigo do Xicão.
unfinished mr hydePor que será toda essa felicidade ein?


E a outra bizarrice do dia é…

Por longos e longos anos, o Yahoo (aquela empresa do e-mail mesmo) manteve um serviço de hospedagem de sites muito simples chamado Geocities. Desde este mês a empresa retirou do ar este serviço, mandando assim nossa ‘página oficial’ para o limbo (o que é muito bom porque dava vergonha a página hospedada no Geocities xD).
Por esse motivo duas novas páginas foram adicionadas ao blog:
Sobre a campanha & Ravenloft – A Terra das Brumas
As duas escritas pelo Igor.

Atualizações Novas

29 / julho / 2009 Deixe um comentário

Essa é a ordem certa dos posts para leitura, uma vez que eu atualizei o meio entre eles, então ficaria dificil de achar a ligação:
Num reino bem, bem distante…
Depois da Chuva (Atualizado)
Todo mundo na Fila do INSS (Atualizado)
Despertando das Sombras I de II
Cavaleiro da Coroa II de II (Atualizado)

Eu fiz também um tipo de Timeline, que está nesta página: Timeline
Depois vocês podem encontrá-la no menu ao lado, debaixo dos Amaldiçoados.

Cookies do Yuuji

22 / fevereiro / 2009 2 comentários

Sacaneando os amigos, aproveitando que eles estão longe o bastante para não revidar fisicamente:

Tem cookie no chef de cozinha

04/09/2008 | 11h31

Yuuji Fukui tem muitas habilidades, entre elas é um cozinheiro de mão cheia. No começo da semana reuniu o pessoal da PCCP.TE para servir sua especialidade: cookies de chocolate.

Yuuji e seus cookies: sobremesa foi “atacada” pelos colegas.

A receita, que já ficou famosa na área, Yuuji aprendeu graças ao seriado norte-americano de comédia “Friends”. Em um dos episódios, a personagem Mônica tenta recriar a receita de cookie que a amiga Phoebe, supostamente, teria herdado da avó. Depois de muitas tentativas, elas descobrem que a receita era da caixinha de chocolates da Nestlé.

“Foi muito cômico ver as duas fazerem de tudo para descobrir o que tinha na receita. E saber que estava bem ao alcance das mãos”, conta. Depois que terminou de assistir o seriado, Yuuji não pensou duas vezes: “entrei no site da Nestlé e peguei a receita”.

O elenco de Friends passa o episódio inteiro tentando descobrir os ingredientes do cookie.

O JIE mostra abaixo a receita que fez o colega se acabar de tanto rir. Para os leitores, Yuuji dá duas dicas: “tem que seguir à risca o modo de preparo para a massa dar certo. Quanto mais nozes, melhor fica”.

Ingredientes
2 1/4 xícara de farinha de trigo
uma colher (chá) de fermento químico em pó
uma colher (chá) de sal
uma xícara (200g) de manteiga sem sal à temperatura ambiente
3/4 de xícara de açúcar cristal claro

3/4 de xícara de açúcar mascavo escuro
1 colher (chá) de essência de baunilha
2 ovos
duas xícaras de gotas de chocolate amargo da Nestlé
uma xícara de nozes picadas

Modo de Preparar

Numa tigela, misture a farinha, o fermento em pó e o sal. Na batedeira, bata em velocidade baixa a manteiga, os açúcares e a essência de baunilha até a mistura ficar cremosa. Junte os ovos um a um, misturando bem. Acrescente a farinha em partes e misture até ficar homogêneo. Misture uniformemente as gotas de chocolate e as nozes.

Disponha numa assadeira as bolotas de massa do tamanho de uma colher de sopa, para que todos os cookies assem por igual. Ao invés de untar a assadeira, use papel manteiga. Deixe um espaço de no mínimo 2 centímetros entre as bolotas.

Leve ao forno pré-aquecido a 200º C por mais ou menos 15 minutos ou até que os cookies estejam dourados nas bordas. Retire do forno e deixe que os cookies descansem por um minuto na assadeira. Retire as bolachas com a ajuda de uma espátula e deixe esfriando sobre uma grade. Uma vez frios, guarde-os em recipiente bem fechado, para que não amoleçam.

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Deep Pockets – Feat Lixo

27 / dezembro / 2008 Deixe um comentário

Feat novo! Inventado especialmente dentro da regras de Feat Lixo, para uma certa ladra ruiva amiga da sorte devota de Tymora. Inspirado na habilidade Gizmos , do GURPS 4th Ed.

Deep Pockets [General]

Você tem bolsos fundos, ou um talento especial para encontrar o que precisa quando precisa. Talvez você tenha uma intuição especial que lhe diga o que trazer para uma viagem. O que importa é que você sempre tem o objeto necessário à mão.

Pré-requisitos: 5 graduações em Blefar, 5 graduações em Esconder-se e 5 graduações em Furtar.

Benefício: Uma vez por sessão, você pode clamar por um item que não esteja anotado em sua planilha. Este item deve ser um objeto que não englobe nenhuma arma (mas pequenas lâminas são aceitáveis), item mágico ou alquímico, componente material de magia, ser vivo, ou objeto de valor acima de 10 POs; além disso deve ser um objeto que caiba num bolso, pequena bolsa, ou outro recipiente pequeno, que não pese mais de 1kg ou tenha mais de 30cm. Deve também ser um item ao qual o personagem tinha ou pudesse ter acesso normalmente.

Considere que o objeto estava escondido com o personagem, ou que ele o encontra no local onde estiver no momento que o talento for usado. Como o objeto não precisa ser declarado com antecedência, ele estará lá mesmo se o personagem for revistado e privado de seus bens (ele estava muito bem escondido).

Special 1: Este talento pode ser pego múltiplas vezes, cada uma conferindo um novo uso por sessão de jogo.

Special 2: Um guerreiro NÃO pode escolher Deep Pocket como um talento bonus de classe.

Special 3: Um mago NÃO pode usar seu familiar como item para o propósito deste talento.

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A regra de Feat Lixo funciona da seguinte forma:

Todo personagem dentro da campanha ganha um feat nos níveis 5, 10, 15, 20 e assim por diante. O Feat(Talento) não pode trazer nenhuma vantagem realmente boa para o personagem, avaliado pelo mestre especificamente para cada personagem. Esse feat é instituido para incentivar os jogadores a darem habilidades normais que auxiliaram a caracterizar suas ‘personalidades’, com feats que normamente ninguém escolheria em sã consciencia.

Dentro dos exemplos da campanha temos:

-Endurance
-Tematic Spell
-Throw Anything
-Ethereal Empathy
-Smmaterrings

Categorias:OFF Tags:,

Cavaleiro da Coroa – II de II

20 / dezembro / 2008 1 comentário

“Quando Soth acordou, as elfas perceberam tudo. Dizem que elas começaram a gritar e voaram todas em direção à fenda onde eu lutava pra conseguir subir o mais rápido possível para o piso de cima, antes que aqueles dois pontos de luz percebessem que eu era a culpada por eles estarem abertos. As banshees passaram num velocidade enorme por mim, mas não encostaram em meu corpo (ainda bem). A última vez que olhei para trás elas estavam paradas todas em torno do repouso de Soth.

Quando eu estava prestes a alcançar o piso superior, uma coisa estranhíssima aconteceu. Minha sombra tomou uma forma diferente e começou a tornar-se uma mulher na minha frente, antes que eu pudesse dar o primeiro impulso para subir ao andar do trono. Então a mulher, a vistani fantasma, gritou “Maldita!”, e cortou a corda, fazendo com que eu despencasse para o andar inferior. Por sorte, não cai bem em cima de quem eu estava tentando fugir, ficando no andar intermediário. Com medo que ela viesse me atacar, coloquei uma das flechas de luz no chão, ara enxergar melhor o local e me escondi.

Percebi então Victor tentando me encontrar na escuridão, enquanto ouvia passos e o som de armas percorrendo o ar, algum de meus companheiros deviam estar tentando atacá-la. Eu caminhei em direção a luz para falar com Victor, mas neste momento seu rosto ganhou uma expressão de horror. Ele olhava para trás de mim…

Do fundo deste andar, do meio da escuridão vinha Lord Soth caminhando em minha direção. Eu senti um frio congelando o meu corpo e me fazendo tremer dos pés a cabeça. Eu tentei fugir mas ELE falou comigo e mandou que eu parasse onde estava. “Foi você quem me acordou?”, ele perguntou, mas a minha resposta foi só um sopro, um “ssh.. sih..”, do que devia ser a palavra “sim”. “O mínimo que alguém deve fazer depois de INVADIR o meu castelo é se curvar perante mim!”, e foi o que eu tentei fazer…, mas nenhuma parte do meu corpo obedecia aos meus comandos. Ofendido, ele se aproximou, desembainhou sua espada e a encostou em meu pescoço. Pela segunda vez em minha vida tive certeza que iria morrer, e esta não é uma sensação agradável…
Acho eu que, notando que eu mal conseguia respirar quanto mais me mover, Soth desistiu de me fazer me curvar quando ouviu o som da batalha e a voz de Victor com seu pai dizendo aos berros “Não é ele!!! Não é ele que nós viemos encontrar!!!”.
O elmo vazio com os pontos vermelhos viraram mais uma vez em minha direção e sua voz ecoou “Você tem até o fim de meu combate para estar FORA DO MEU CASTELO!”. Ele caminhou até a minha sombra e desapareceu, semelhante ao que Alanor faria. Em segundos o meu corpo desmoronou… peguei minhas coisas e corri, CORRI!!! Talvez o modo mais rápido que corri em toda a minha vida, já que ela estava em jogo!

Lá fora a corda que haviamos prendido para descer ainda estava firme e eu comecei a subir. Perto do todo Rocky que estava olhando o caminho a frente derrepente se assustou e correu para minha mochila, sem responder as minhas perguntas do porque estava tão assustado. Então eu vi com meus próprios olhos. Um exército de Cavaleiros Undeads estava enfileirado do patamar onde a corda terminava.

E agora? Enfrentava um Cavaleiro Undead que havia acabado de dizer que iria me matar, uma vistani que também queria me matar e um monte de bashees que TENTARAM me matar, ou um exercito que ainda não havia dito nada nem tentado nada, mas era composto por dezenas de undeads que não pareciam mais amigáveis que os outros?

Bom eu estava ainda pensando no menos pior e resolvi voltar pela corda e pensar um pouco do lado de fora do castelo, escondida.
De repente todo o restante do grupo apareceu pela porta principal, ofegante. Eles haviam começado a fugir assim que Victor gritou que Lord Soth não era o homem certo, e assim que o próprio apareceu rasgando a vistani no meio, com um golpe só, a transformando em uma espécie de sombra desforme.

Nesse momento que nos reencontramos, ouvimos a voz de Dimitri gritando do alto de uma das torres dizendo que nós o esperássemos. Ele desce a torre rapidamente (Rurik e eu percebemos algo estranho na forma como ele se move pela parede sem apoios, mas só nos entreolhamos).

Mas agora, uma vez que estão todos juntos novamente, resolvemos enfrentar os mortos-vivos na elevação, ao invés de esperar o cavaleiro morto vir atrás de nós.

Victor é o primeiro, assim que ele chega na parte mais alta da corda fica em pé, posiciona a espada de seu pai e um escudo a frente e começa a recitar algo que eu não entendo, mas depois vir a saber que seria o Lema dos Cavaleiros de Solâmnia.

De forma surpreendente os mortos vivo então começam a abrir caminho para ele passar e não nos atacam também. É aí que percebo outra pessoa no fim das fileiras, um cavaleiro vivo (o que é era uma coisa bem incomum nesse lugar).

O cavaleiro e Victor conversam e uma espécie de ritual é feito. Victor faz um juramento e o cavaleiro o declara Cavaleiro da Coroa. Ele também entrega alguns pedaços de espelho (como os da sala atrás do trono de Soth). Eles servem para convocar este mesmo cavaleiro, para onde Victor estiver quando estiver pronto para mudar sua posição como cavaleiro da espada e da rosa.

Assim que Victor recebeu conselhos deste cavaleiro nós continuamos, utilizamos novamente a varinha mágica com a magia necessária para ativar o portal por onde chegamos, mas desta vez para sair na Falkovnia. O pior dos reinos onde estive até agora e onde o ritual da guerra aconteceria.”

Despertando das Sombras – I de II

13 / dezembro / 2008 6 comentários

“Nosso grupo se depara com o conteúdo da sala. Esse ambiente ruido pelo tempo e eventos passados, possui uma grande rachadura no chão e um trono onde ela termina. Este trono é esculpido em um tipo de rocha negra, seus entalhes lembram muito uma roseira, seus gahos entrelaçados, flores no fim dos encostos e os espinhos espalhados pelas ramificações. Um móvel muito grande, com certeza feito para Lord Soth.

Mas a sala não está vazia, três espíritos (as banshees) estão ali fazendo uma dança em circulo, e por algum tempo imaginamos que elas não tinham percebido nossa entrada.

Alguns de nós prepara magias e milagres de proteção, enquanto outros ainda tentam ver os seres incorpóreos dos quais falavamos. Rurik por exemplo, obviamente não via nada e estava despreparado para o que enfrentaria.

Quando o vistani Marx tenta atingir uma delas é que as criaturas param de dançar e partem para nos atacar.

Eu estava congelada de medo, fugi para o fundo da sala e me escondi tentando pensar no que fazer. Enquanto eu estava lá, vi meus companheiros frustrados tentando atingir essas criaturas e a maioria sem sucesso. Todd foi o primeiro a tomar consciência da situação. Ele correu para entregar a Rurik sua arma mágica, que parece-me o único jeito de conseguir ferir as elfas fantasmas, pois até mesmo as magias de Marx, como as flechas mágicas de Sil Hencer, que acertavam e feriam tudo o que eu conhecia, não tinha o menor efeito nos monstros aqui.

Assim que Todd entrega a arma a Rurik, Willian e Victor conjuram em suas armas algo que as tornam mágicas o suficiente para atacar. E por Tymora, Rurik usa sua própria arma abençoada, largando a espada de Todd perto da parede onde eu iria encontrá-la mais tarde.

Eu estava perto de Marx, quando ele desistiu de fazer qualquer coisa e se fechou em uma esfera de Brumas onde não podia ser atacado por ninguém.

Nessa hora resolvi sair de meu esconderijo e ir até o trono de Soth, talvez se o encontrasse a tempo nós não precisaríamos sofrer com os monstros, ou talvez morressmos mais cedo do que o esperado. Mas meus companheiros pareciam tão atrapalhados e desesperados que qualquer coisa seria melhor do que aquilo. Tentando esquecer os gritos de dor deles e os gritos das Elfas, abafadas pela música de Todd que tentava incentivar e proteger a todos, eu caminhei até o trono.

Eu julgava estar fora do alcance dos olhos de todos, mas uma das elfas, veio atrás de mim. O toque de seus dedos eram tão doloridos e gelados que me deram impressão de ter arrancado um pedaço da minha alma, e agora eu sabia como os outros estavam se sentindo. Eu gritei e rolei pelo chão tentando me afastar daquilo, encontrando a espada de Todd. Eu a ergui contra a criatura rasgando parte de sua existência e a distraindo o suficiente para sair correndo dali.

Quando passei próxima a rachadura no chão, vi que no fundo, nos outros andares ela também existia, na realidade parecia que esta rachadura era responsável por ruir o prédio inteiro, pois me lembrava dela começar ainda no corredor por onde viemos. E lá no último andar eu via a escuridão. A mesma escurião do fosso em torno do castelo lá fora.

A rachadura abriu uma fenda na parede, atrás do trono. Estava claro que ali havia uma passagem mesmo antes da sala ruir. Estudando o mecanismo tive a impressão de que outra coisa desencaeava sua abertura, e eu estava certa. Atrás do trono de Soth – que parecia muito maior agora, olhando de perto – havia uma das rosas, que não parecia pertencer ao resto do trono. Eu tentei empurrá-la, mas não tive força suficiente para movê-la. Tymora mais uma vez me abençoou, comigo ainda estava o anel que o Barão Strahd havia deixado com Victor, o anel guardava magias que aumentariam minha força, então eu usei a primeira que não pareceu ter efeito, pois mesmo a usando não consegui mexer o mecanismo, entretanto com a outra que me fez crescer quase ao tamanho de Rurik julgo eu, aí sim, a rosa moveu. A porta falsa atrás de mim quebrou em alguns pedaços que cairam, e os demais continuam abrindo para trás da parede.

A porta falsa revelou uma sala, circundada por espelhos, que agora estavam todos quebrados e seus cacos ao chão. Dizem que de onde os outros estavam, não conseguiam ver o que exatamente estava acontecendo, somente quando eu segurei a tapeçaria que escondia a sala e a rasguei com uma das mãos, os espelhos refletiram algo para os os demais.

Os espelhos não refletiam a minha imagem, mas mostravam a sala toda reconstruida, ou talvez, antes de ser destruida. Com um dos cacos em mão observei alguém sentado no trono e o resto da sala vazia, sem eu ou meus companheiros ali.

Lord Soth estava sentado e claramente me observava através do espelho. Mesmo que eu já tivesse visto ele anteriormente, o momento que vi sua figura foi arrepiante. Mas com o tempo, deixando de lado o medo e a urgência da situação, tive a impressão de que aquilo era algum tipo de ilusão e não sua verdadeira figura.

Ele apontava para o chão onde hoje havia a rachadura. Lá embaixo havia apenas a escuridão.

Minha primeira tentativa foi iluminar a escuridão com uma flecha mágica de luz, comprada dos elfos em Kar-thor. Mas a luz da ponta da flecha foi engolida pela escuridão como se fosse um poço de piche.

Como isso não surtiu efeito, optei então pela única tentativa que sobrara, descer até os outros andares para entender melhor aqueles sinais vagos.

No meio do caminho corda abaixo pedi que Rocky buscasse um novo pedaço de espelho, que possibilitou a minha visão desta sala, mas para meu espanto contendo o buraco e a escuridão, mas lá dentro estava Soth dormindo.

Há muito tempo, quando eu ainda era bem mais jovem, minha mãe mostrou uma das suas habilidades conferidas pela sua ligação com a natureza, ela podia sentir os seres vivos ao seu redor e pedir que eles acordassem a cada manhã. De alguma forma, eu senti que podia fazer o mesmo. Eu tentei fazer com que todos me ouvissem e acordassem de certa forma, e isto teve efeito. Quando observei o fosso negro vi dois pequenos pontos vermelhos surgindo…

Era Lord Soth despertando…”

Lauren Isadriel