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Despertando das Sombras – I de II

13 / dezembro / 2008 6 comentários

“Nosso grupo se depara com o conteúdo da sala. Esse ambiente ruido pelo tempo e eventos passados, possui uma grande rachadura no chão e um trono onde ela termina. Este trono é esculpido em um tipo de rocha negra, seus entalhes lembram muito uma roseira, seus gahos entrelaçados, flores no fim dos encostos e os espinhos espalhados pelas ramificações. Um móvel muito grande, com certeza feito para Lord Soth.

Mas a sala não está vazia, três espíritos (as banshees) estão ali fazendo uma dança em circulo, e por algum tempo imaginamos que elas não tinham percebido nossa entrada.

Alguns de nós prepara magias e milagres de proteção, enquanto outros ainda tentam ver os seres incorpóreos dos quais falavamos. Rurik por exemplo, obviamente não via nada e estava despreparado para o que enfrentaria.

Quando o vistani Marx tenta atingir uma delas é que as criaturas param de dançar e partem para nos atacar.

Eu estava congelada de medo, fugi para o fundo da sala e me escondi tentando pensar no que fazer. Enquanto eu estava lá, vi meus companheiros frustrados tentando atingir essas criaturas e a maioria sem sucesso. Todd foi o primeiro a tomar consciência da situação. Ele correu para entregar a Rurik sua arma mágica, que parece-me o único jeito de conseguir ferir as elfas fantasmas, pois até mesmo as magias de Marx, como as flechas mágicas de Sil Hencer, que acertavam e feriam tudo o que eu conhecia, não tinha o menor efeito nos monstros aqui.

Assim que Todd entrega a arma a Rurik, Willian e Victor conjuram em suas armas algo que as tornam mágicas o suficiente para atacar. E por Tymora, Rurik usa sua própria arma abençoada, largando a espada de Todd perto da parede onde eu iria encontrá-la mais tarde.

Eu estava perto de Marx, quando ele desistiu de fazer qualquer coisa e se fechou em uma esfera de Brumas onde não podia ser atacado por ninguém.

Nessa hora resolvi sair de meu esconderijo e ir até o trono de Soth, talvez se o encontrasse a tempo nós não precisaríamos sofrer com os monstros, ou talvez morressmos mais cedo do que o esperado. Mas meus companheiros pareciam tão atrapalhados e desesperados que qualquer coisa seria melhor do que aquilo. Tentando esquecer os gritos de dor deles e os gritos das Elfas, abafadas pela música de Todd que tentava incentivar e proteger a todos, eu caminhei até o trono.

Eu julgava estar fora do alcance dos olhos de todos, mas uma das elfas, veio atrás de mim. O toque de seus dedos eram tão doloridos e gelados que me deram impressão de ter arrancado um pedaço da minha alma, e agora eu sabia como os outros estavam se sentindo. Eu gritei e rolei pelo chão tentando me afastar daquilo, encontrando a espada de Todd. Eu a ergui contra a criatura rasgando parte de sua existência e a distraindo o suficiente para sair correndo dali.

Quando passei próxima a rachadura no chão, vi que no fundo, nos outros andares ela também existia, na realidade parecia que esta rachadura era responsável por ruir o prédio inteiro, pois me lembrava dela começar ainda no corredor por onde viemos. E lá no último andar eu via a escuridão. A mesma escurião do fosso em torno do castelo lá fora.

A rachadura abriu uma fenda na parede, atrás do trono. Estava claro que ali havia uma passagem mesmo antes da sala ruir. Estudando o mecanismo tive a impressão de que outra coisa desencaeava sua abertura, e eu estava certa. Atrás do trono de Soth – que parecia muito maior agora, olhando de perto – havia uma das rosas, que não parecia pertencer ao resto do trono. Eu tentei empurrá-la, mas não tive força suficiente para movê-la. Tymora mais uma vez me abençoou, comigo ainda estava o anel que o Barão Strahd havia deixado com Victor, o anel guardava magias que aumentariam minha força, então eu usei a primeira que não pareceu ter efeito, pois mesmo a usando não consegui mexer o mecanismo, entretanto com a outra que me fez crescer quase ao tamanho de Rurik julgo eu, aí sim, a rosa moveu. A porta falsa atrás de mim quebrou em alguns pedaços que cairam, e os demais continuam abrindo para trás da parede.

A porta falsa revelou uma sala, circundada por espelhos, que agora estavam todos quebrados e seus cacos ao chão. Dizem que de onde os outros estavam, não conseguiam ver o que exatamente estava acontecendo, somente quando eu segurei a tapeçaria que escondia a sala e a rasguei com uma das mãos, os espelhos refletiram algo para os os demais.

Os espelhos não refletiam a minha imagem, mas mostravam a sala toda reconstruida, ou talvez, antes de ser destruida. Com um dos cacos em mão observei alguém sentado no trono e o resto da sala vazia, sem eu ou meus companheiros ali.

Lord Soth estava sentado e claramente me observava através do espelho. Mesmo que eu já tivesse visto ele anteriormente, o momento que vi sua figura foi arrepiante. Mas com o tempo, deixando de lado o medo e a urgência da situação, tive a impressão de que aquilo era algum tipo de ilusão e não sua verdadeira figura.

Ele apontava para o chão onde hoje havia a rachadura. Lá embaixo havia apenas a escuridão.

Minha primeira tentativa foi iluminar a escuridão com uma flecha mágica de luz, comprada dos elfos em Kar-thor. Mas a luz da ponta da flecha foi engolida pela escuridão como se fosse um poço de piche.

Como isso não surtiu efeito, optei então pela única tentativa que sobrara, descer até os outros andares para entender melhor aqueles sinais vagos.

No meio do caminho corda abaixo pedi que Rocky buscasse um novo pedaço de espelho, que possibilitou a minha visão desta sala, mas para meu espanto contendo o buraco e a escuridão, mas lá dentro estava Soth dormindo.

Há muito tempo, quando eu ainda era bem mais jovem, minha mãe mostrou uma das suas habilidades conferidas pela sua ligação com a natureza, ela podia sentir os seres vivos ao seu redor e pedir que eles acordassem a cada manhã. De alguma forma, eu senti que podia fazer o mesmo. Eu tentei fazer com que todos me ouvissem e acordassem de certa forma, e isto teve efeito. Quando observei o fosso negro vi dois pequenos pontos vermelhos surgindo…

Era Lord Soth despertando…”

Lauren Isadriel

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