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Cavaleiro da Coroa – II de II

20 / dezembro / 2008 1 comentário

“Quando Soth acordou, as elfas perceberam tudo. Dizem que elas começaram a gritar e voaram todas em direção à fenda onde eu lutava pra conseguir subir o mais rápido possível para o piso de cima, antes que aqueles dois pontos de luz percebessem que eu era a culpada por eles estarem abertos. As banshees passaram num velocidade enorme por mim, mas não encostaram em meu corpo (ainda bem). A última vez que olhei para trás elas estavam paradas todas em torno do repouso de Soth.

Quando eu estava prestes a alcançar o piso superior, uma coisa estranhíssima aconteceu. Minha sombra tomou uma forma diferente e começou a tornar-se uma mulher na minha frente, antes que eu pudesse dar o primeiro impulso para subir ao andar do trono. Então a mulher, a vistani fantasma, gritou “Maldita!”, e cortou a corda, fazendo com que eu despencasse para o andar inferior. Por sorte, não cai bem em cima de quem eu estava tentando fugir, ficando no andar intermediário. Com medo que ela viesse me atacar, coloquei uma das flechas de luz no chão, ara enxergar melhor o local e me escondi.

Percebi então Victor tentando me encontrar na escuridão, enquanto ouvia passos e o som de armas percorrendo o ar, algum de meus companheiros deviam estar tentando atacá-la. Eu caminhei em direção a luz para falar com Victor, mas neste momento seu rosto ganhou uma expressão de horror. Ele olhava para trás de mim…

Do fundo deste andar, do meio da escuridão vinha Lord Soth caminhando em minha direção. Eu senti um frio congelando o meu corpo e me fazendo tremer dos pés a cabeça. Eu tentei fugir mas ELE falou comigo e mandou que eu parasse onde estava. “Foi você quem me acordou?”, ele perguntou, mas a minha resposta foi só um sopro, um “ssh.. sih..”, do que devia ser a palavra “sim”. “O mínimo que alguém deve fazer depois de INVADIR o meu castelo é se curvar perante mim!”, e foi o que eu tentei fazer…, mas nenhuma parte do meu corpo obedecia aos meus comandos. Ofendido, ele se aproximou, desembainhou sua espada e a encostou em meu pescoço. Pela segunda vez em minha vida tive certeza que iria morrer, e esta não é uma sensação agradável…
Acho eu que, notando que eu mal conseguia respirar quanto mais me mover, Soth desistiu de me fazer me curvar quando ouviu o som da batalha e a voz de Victor com seu pai dizendo aos berros “Não é ele!!! Não é ele que nós viemos encontrar!!!”.
O elmo vazio com os pontos vermelhos viraram mais uma vez em minha direção e sua voz ecoou “Você tem até o fim de meu combate para estar FORA DO MEU CASTELO!”. Ele caminhou até a minha sombra e desapareceu, semelhante ao que Alanor faria. Em segundos o meu corpo desmoronou… peguei minhas coisas e corri, CORRI!!! Talvez o modo mais rápido que corri em toda a minha vida, já que ela estava em jogo!

Lá fora a corda que haviamos prendido para descer ainda estava firme e eu comecei a subir. Perto do todo Rocky que estava olhando o caminho a frente derrepente se assustou e correu para minha mochila, sem responder as minhas perguntas do porque estava tão assustado. Então eu vi com meus próprios olhos. Um exército de Cavaleiros Undeads estava enfileirado do patamar onde a corda terminava.

E agora? Enfrentava um Cavaleiro Undead que havia acabado de dizer que iria me matar, uma vistani que também queria me matar e um monte de bashees que TENTARAM me matar, ou um exercito que ainda não havia dito nada nem tentado nada, mas era composto por dezenas de undeads que não pareciam mais amigáveis que os outros?

Bom eu estava ainda pensando no menos pior e resolvi voltar pela corda e pensar um pouco do lado de fora do castelo, escondida.
De repente todo o restante do grupo apareceu pela porta principal, ofegante. Eles haviam começado a fugir assim que Victor gritou que Lord Soth não era o homem certo, e assim que o próprio apareceu rasgando a vistani no meio, com um golpe só, a transformando em uma espécie de sombra desforme.

Nesse momento que nos reencontramos, ouvimos a voz de Dimitri gritando do alto de uma das torres dizendo que nós o esperássemos. Ele desce a torre rapidamente (Rurik e eu percebemos algo estranho na forma como ele se move pela parede sem apoios, mas só nos entreolhamos).

Mas agora, uma vez que estão todos juntos novamente, resolvemos enfrentar os mortos-vivos na elevação, ao invés de esperar o cavaleiro morto vir atrás de nós.

Victor é o primeiro, assim que ele chega na parte mais alta da corda fica em pé, posiciona a espada de seu pai e um escudo a frente e começa a recitar algo que eu não entendo, mas depois vir a saber que seria o Lema dos Cavaleiros de Solâmnia.

De forma surpreendente os mortos vivo então começam a abrir caminho para ele passar e não nos atacam também. É aí que percebo outra pessoa no fim das fileiras, um cavaleiro vivo (o que é era uma coisa bem incomum nesse lugar).

O cavaleiro e Victor conversam e uma espécie de ritual é feito. Victor faz um juramento e o cavaleiro o declara Cavaleiro da Coroa. Ele também entrega alguns pedaços de espelho (como os da sala atrás do trono de Soth). Eles servem para convocar este mesmo cavaleiro, para onde Victor estiver quando estiver pronto para mudar sua posição como cavaleiro da espada e da rosa.

Assim que Victor recebeu conselhos deste cavaleiro nós continuamos, utilizamos novamente a varinha mágica com a magia necessária para ativar o portal por onde chegamos, mas desta vez para sair na Falkovnia. O pior dos reinos onde estive até agora e onde o ritual da guerra aconteceria.”

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